MR Madeira Regency Madeira Real e Imperial · um registo independente

Um percurso que pode fazer hoje

O roteiro real do Funchal & Monte

Um itinerário para fazer por conta própria — da cidade velha do Funchal à colina do Monte e de volta

Siga-os colina acima,
e de novo até ao mar.

Os visitantes deste registo vieram à Madeira pelas mesmas poucas coisas: o ar suave, o calor do sul, as colinas verdes acima do porto — e, demasiadas vezes, um lugar sossegado para estar doente. Quase tudo o que conheceram ainda aqui está. Pode percorrer boa parte disso num único dia, subindo da cidade velha do Funchal à colina fresca de nuvens do Monte e voltando a descer aos jardins junto ao mar. É este o percurso: um trajeto pelo passado real e imperial da ilha, contado pela ordem em que de facto o faria.

Encare-o como uma meia-tarde a passo tranquilo, ou um dia inteiro se quiser demorar-se. As igrejas e os jardins públicos são gratuitos; o teleférico e o jardim do Monte Palace são pagos. Os horários e os preços mudam, por isso confirme o horário atual do teleférico antes de partir — e lembre-se de que a primeira paragem deste roteiro é também um lugar de peregrinação, não um museu.

O percurso, paragem a paragem

  1. Subida de teleférico

    Comece na cidade velha, junto à beira-mar no Campo Almirante Reis, onde o teleférico do Funchal (o teleférico) se eleva sobre os telhados. Em cerca de quinze minutos leva-o pela encosta verde do vale até ao Monte — a mesma colina que os visitantes reais outrora alcançavam de carruagem. Se preferir ficar em terra, também há autocarros e táxis que sobem ao Monte.

    Pago. Confirme os horários e preços atuais antes de ir; só as vistas sobre a baía já compensam a viagem.

  2. O túmulo do imperador no Monte

    No cimo ergue-se a Igreja de Nossa Senhora do Monte, cujas torres brancas vigiam o Funchal e o Atlântico. No seu interior repousa o Imperador Carlos I, o último imperador dos Habsburgos, que morreu nesta colina em 1922 e aqui foi sepultado. O seu túmulo é um lugar de peregrinação; esta é uma igreja em funcionamento, e agradece-se traje sóbrio e respeitoso. Por perto encontrará o Jardim Tropical Monte Palace e, por tradição, os famosos carros de cesto — os trenós de vime conduzidos por carreiros colina abaixo em direção ao Funchal.

    Igreja gratuita; o jardim tropical é pago. Leia a história do imperador →

  3. Descida até à estátua de Sissi

    De volta ao centro do Funchal, percorra os jardins da beira-mar junto ao Pestana Casino Park, onde uma estátua de bronze homenageia a Imperatriz Isabel da Áustria — Sissi — que aqui passava o inverno em busca de saúde. A estátua ergue-se no local da antiga Quinta Vigia, a vivenda onde se hospedou. A própria Quinta Vigia é hoje a residência oficial do Presidente do Governo Regional da Madeira; os seus jardins estão abertos ao público.

    Jardins públicos, gratuitos. Leia sobre a imperatriz enviada para se curar →

  4. O memorial de uma princesa

    Também no Funchal se ergue o edifício do antigo hospital Princesa Dona Maria Amélia, inaugurado em 1862. Foi erguido em memória da jovem princesa brasileira que morreu na ilha em 1853 — uma morte que transformou o luto num ato duradouro de cuidado para com os doentes que, como ela, tinham vindo à Madeira na esperança de que o ar os salvasse.

    Leia o relato da princesa →

  5. A falésia a oeste da cidade

    A oeste, ao longo da costa, no seu próprio promontório sobre a água, ergue-se o Reid's Palace — hoje o ainda em funcionamento Belmond Reid's Palace. Ao seu lado erguia-se outrora a Villa Vittoria, a casa onde Carlos I primeiro se hospedou quando chegou ao exílio em 1921, de modo que, por um estranho intervalo, um imperador deposto e um grande hotel partilharam o muro de um jardim.

    Um hotel em funcionamento; admire-o a partir dos caminhos públicos da falésia. Leia sobre os grandes hotéis →

  6. Opcional — a vista do pintor

    Se o dia for longo e a luz estiver boa, prossiga para oeste até à vila piscatória de Câmara de Lobos e ao Miradouro Winston Churchill, o miradouro sobre a baía onde Churchill montou o seu cavalete para pintar em 1950. É uma última paragem apropriada: outro visitante famoso, atraído — como os reis e rainhas antes dele — pela mesma luz quente sobre a mesma água azul.

Uma ilha, uma colina, um porto — e uma longa fila de visitantes que vieram pelo ar e ficaram no registo. O registo

Percorra-o devagar. O roteiro é curto em milhas e longo em anos, e o que ele tem de melhor — a subida, a igreja branca, os jardins junto ao mar — nada custa a não ser o tempo de ficar parado a contemplar.

Fontes & notas

Compilado a partir de registos públicos do Monte, dos visitantes reais da ilha e da Quinta Vigia. A descida em trenós de vime é dada pela tradição da ilha. Os horários e preços do teleférico e dos jardins mudam; confirme-os com os operadores antes de viajar.